História e Brasão

História

Vilar do Pinheiro, freguesia do concelho de Vila do Conde com 3,78 km² e 2562 habitantes, tem origens remotas, evoluindo de uma vila romana e, posteriormente, designada “Vilar de Porcos”. Doada ao Bispo do Porto em 1202, a localidade, conhecida pela sua ligação à agricultura e, historicamente, ao antigo mosteiro de Vairão, integra Vila do Conde desde 1870.

  • Origens Antigas: A povoação tem raízes numa vila romana, sendo inicialmente conhecida como Vilar de Porcos.
  • Doação Medieval: Em 1202, D. Berengueira Aires doou a quinta ao Bispo do Porto.
  • Nome Atual: A designação de “Vilar do Pinheiro” consolidou-se a partir do século XVI.
  • Mudança de Concelho: Pertenceu ao concelho da Maia, passando a integrar o concelho de Vila do Conde por decreto de 11 de maio de 1870.
  • Figuras Ilustres: Destacam-se D. Frei João Moreira (Bispo de Cabo Verde, 1688-1746) e o poeta popular António José da Costa Nabiça (1814-1887).
  • Património e Desenvolvimento: A freguesia foi marcada pela paróquia de Santa Marinha, por águas férreas conhecidas no século XIX, e pela chegada do comboio da Linha da Póvoa em 1875.

Hoje, Vilar do Pinheiro é conhecida pela sua zona industrial e pela facilidade de acessos, mantendo raízes rurais e a sua identidade própria no sul do concelho.


Brasão

  • Igreja: Templo sagrado onde o povo se reunia e reúne para prestar culto a Deus e à sua padroeira, Santa Marinha de Vilar do Pinheiro. Datada de 1036, sofreu várias alterações ao longo dos anos, como por exemplo em 1708 no suporte sineiro e eliminação da porta em arco. Em 1712 foi construída a sacristia no lado norte e mais tarde, a sul, a casa da fábrica contígua à capela mor. Em 1898 foi construída a torre sineira.
  • Águas Férreas: Fonte que remonta ao ano de 1850, situada a poente da estrada Porto/Póvoa. Esta fonte deu o nome ao lugar, Águas Férreas, e esteve em atividade até meados do século XIX. As nascentes destas águas, que eram mais fortes e abundantes no verão do que no inverno (contra a lógica), foram descobertas por um antigo abade e perderam as suas propriedades curativas ao serem canalizadas para outro lugar, quando em 1863 se iniciaram as obras de aterro para a atual Estrada Nacional (em plano superior, encontrava-se 12 metros para sul). Estas águas benéficas eram consumidas na própria nascente e, em certos casos, levadas em vasilhas para os padecentes.
  • Arco: Passadiço histórico que remonta ao século XIX. Serviu em tempos para ligação entre terras de várias famílias, inclusive a família que dá nome à rua onde está situado, Manuel Francisco da Silva (Silva Rato).